domingo, 16 de novembro de 2008

Policiais obrigam suspeitos a dançar e cantar em Pernambuco

Policiais obrigam suspeitos a dançar e cantar em Pernambuco

Policiais militares de Pernambuco aparecem em vídeos exibidos na internet, humilhando suspeitos. Eles são de um batalhão chamado Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicleta (Rocam) e deveriam combater o crime. Mas agora são alvo de uma investigação do Comando da PM, que quer identificar os responsáveis.

Um dos vídeos mostra alguns homens algemados, sentados no carro da polícia, que são obrigados a cantar. Eles obedecem ordens de um policial militar, que ainda manda que mudem o refrão. E o constrangimento continua. "Eu sou todo feio, eu sou todo feio, eu sou todo feio", diz um dos rapazes. O policial não se contenta e comanda uma coreografia.

Em outra gravação, dois rapazes, também algemados, são obrigados pelo policial a se beijar.

Rocam mantém 150 policiais nas ruas. Eles são treinados para combater o crime com precisão e velocidade. Mas não é isso que se vê nas cenas postadas na internet.

Em um ano, 45 policiais foram afastados da Rocam por suspeita de desvio de conduta. Mas, até agora, o Comando da PM não conseguiu identificar quem participou dessas gravações.

Investigação

A Coordenação do Movimento Nacional dos Direitos Humanos encaminhou pedido de investigação ao Ministério Público e também solicitou ao governo do estado que aponte os autores da humilhação.

Em nota oficial, o Comando da PM de Pernambuco afirma que está indignado com os atos e classifica tais imagens como crime. Diz ainda que já tomou providências para apurações na esfera administrativa. A polícia pede ajuda da população para denunciar esses casos.

sábado, 15 de novembro de 2008

PM é encontrado morto em Ilha de Maré

PM é encontrado morto em Ilha de Maré

O soldado da Polícia Militar (PM) Edson Alves do Santos, de 45 anos, lotado em Valéria, foi encontrado morto nesta quinta-feira, 13, em Ilha de Maré. De acordo a polícia, o corpo foi encontrado boiando na praia após ter desaparecido enquanto passeava com sua esposa pela praia.

A polícia suspeita que Edson possa ter sido assassinado a pauladas, já que foram encontrados sinais de violência na cabeça da vítima. Três suspeitos do crime, ainda não identificados, foram detidos na delegacia de homicídios para prestar esclarecimentos sobre o caso.

Fonte: Jornal A Tarde

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Governo do Estado antecipa salário dos servidores

Os vencimentos de novembro serão depositados na conta dos servidores no dia 26, sendo que as datas previstas anteriormente eram 27 e 28/11. A segunda parcela do 13º e o salário de dezembro serão pagos no mesmo dia, 19/12, uma sexta-feira. A segunda parcela do 13º estava prevista para ser paga nos dias 18 e 19 e os vencimentos do mês somente seriam quitados em 29 e 30 de dezembro.

A tabela de pagamento do servidor público estadual para 2008 foi publicada no Diário Oficial do Estado através da Portaria da Secretaria da Fazenda nº 042/08, de 17 de janeiro.

O desembolso mensal do governo com a folha (pessoal e encargos), abrangendo a administração direta, autarquias, fundações e empresas do Poder Executivo é de aproximadamente R$ 470 milhões para um total de 178,3 mil servidores ativos, aposentados e pensionistas. O desembolso com os demais Poderes, o Ministério Público e a Defensoria Pública atinge R$ 120 milhões, representando um desembolso total do Tesouro de cerca de R$ 590 milhões.

“O salário dos servidores públicos é prioridade e, por isso, eles recebem seus vencimentos rigorosamente dentro do cronograma e no mês trabalhado. Temos a preocupação em comunicar qualquer mudança para que assim os servidores possam se organizar melhor”, explica o secretário da Fazenda, Carlos Martins.

O Secretário da Administração, Manoel Vitório, informa que a antecipação salarial dos servidores este mês integra a série de ações em homenagem ao Dia do Servidor, oficialmente comemorado em 28 de outubro.

Fonte: AGECOM 20/10/2008

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Auxiliares na pm!!

Finalmente vai se iniciar o processo seletivo para contratação temporária de 650 auxiliares administrativos para as polícias Civil e Militar, sendo 33 vagas para portadores de necessidades especiais. Aliada à vindoura formatura de mais de 3 mil soldados prevista para dezembro, bem como o lançamento de edital para mais 3200 soldados entre bombeiros e policiais, essa medida deve colaborar com a melhoria do quadro da segurança pública no estado, principalmente na capital, onde já se faz bem presente a Guarda Municipal de Salvador. Há quem tenha restrições ao ingresso dos temporários baseado no receio do vazamento de informações internas, o que parece precipitado, afinal dados sigilosos dificilmente estarão ao acesso dos mesmos, e também espera-se que haja sindicância social visando sondar o passado dos candidatos aprovados antes de ingressarem de fato na prestação do serviço, basta querer. Antes de suspeitar tanto de desconhecidos que ainda nem foram selecionados ou testados, é bom que estejamos alerta para vigiar a conduta dos que há longo período estão ao nosso lado, com vistas a afastar aqueles cujas práticas fujam ao esperado de um policial militar.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Cerca de 2,5 mil PMs atuam em desvio de função

A Polícia Militar da Bahia (PM-BA) já perdeu 29 policiais de ativa nas ruas da capital, nesses dez meses. Mais de 1.250 pessoas também foram assassinadas até o fim de setembro, número cerca de 30% maior que no mesmo período do ano passado e superior a todo o ano de 2006 (1.176 casos). Sob protesto da corporação, e o clamor da população, o Estado tem repetido que vai aumentar o efetivo, principal recomendação da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para a redução da criminalidade. No balanço do seu primeiro ano de gestão, em dezembro, o governador Jaques Wagner prometeu 3,2 mil policiais a mais em 2008, o que ainda não aconteceu.Enquanto o reforço não chega, o medo dos policiais do efetivo combate ao crime (o chamado policiamento ostensivo) cresce na proporção do esforço individual para ingressar no chamado ′bico′ institucional ou de luxo.
Além dos milhares de militares que já desempenham funções administrativas para o funcionamento da PM, já são quase 2,5 mil trabalhando fora da ação cotidiana do policiamento nas ruas, inclusive em órgãos de outras secretarias (o Estado recusou-se a fornecer estatística oficial) - cerca de 80% na Grande Salvador e nos 14 colégios da Polícia Militar (CPMs). Dessa disponibilização, que muitos classificam como desvio de atividade, parte dos que atuam nos CPMs, onde estão cerca de 530 desse efetivo, cumpre o serviço extra e mantém trabalho no setor de origem. "Por volta de um terço", disse uma militar professora, que pediu para ter o nome preservado.
O mesmo não acontece nos demais órgãos que usam a força policial que alegam ser necessária, onde os PMs chegam a ter acréscimo de até 70% dos vencimentos normais na corporação (gratificação e tíquete-alimentação), o que leva a conflito com os que não conseguem a sonhada transferência.Critérios - Para completar, não há critérios regulamentados: o caminho, segundo oficiais, é garimpar uma vaga no órgão público em que quer trabalhar, pegar ofício com uma autoridade do órgão ou na respectiva assistência militar, indicando-o à vaga, e levar ao comando, para obter transferência ao Batalhão de Guardas (BGPM), de onde é enviado ao "bico" e livra-se do policiamento perigoso das ruas.Enquanto as companhias independentes (CIPMs), que cobrem de três a cinco bairros de Salvador, contam com efetivos que oscilam entre 80 a 120 policiais, a Casa Militar do Governo do Estado (CMG) tem quadro de 340, como A TARDE apurou (321 segundo a assessoria do governador, sendo 22 oficiais). No prédio-sede da Secretaria da Segurança, no Centro Administrativo, 165 PMs de várias patentes dividem espaço com policiais civis e demais servidores.
O ′empréstimo′ de efetivo segue com cerca de 250 para a Secretaria da Fazenda (onde, de segurança nas fiscalizações, se tornaram motoristas inclusive para "apanha" de servidores), 200 para a Secretaria da Saúde, 140 para o Tribunal de Justiça (TJ-BA), 120 no Detran, 67 no Ministério Público, 60 na Assembléia Legislativa, e mais 60 na prefeitura e na Câmara de Salvador (apesar de o município já ter guarda própria). Até no Quartel do Exército, no Forte de São Pedro, atuam dez PMs. "Um gestor da corporação tentou tirá-los, não conseguiu. Há outros em unidades do Exército, no interior", disse um oficial da administração, que ajudou com os dados, sob compromisso de ter a identidade preservada.Interior - Há ainda militares que atuam na Secretaria da Administração do Estado - seguranças ou motoristas -, no Tribunal de Contas do Estado, como o ex-motorista do falecido senador ACM, e nos órgãos públicos de municípios de médio e grande portes, principalmente no Judiciário. Na consulta pelo interior, A TARDE não obteve dados seguros, uma vez que requisições e devoluções são constantes às companhias e batalhões locais. Em um município do sul, o comandante foi enfático: "Quando cheguei era uma farra, tirei quase todos. Hoje, menos de dez e se eu flagrar em serviço que não o de segurança ao patrimônio público, perde posto e gratificação".Estudos - Segundo três oficiais entrevistados, há estudos feitos por integrantes da corporação sobre o assunto. "Só não sei se algum já foi apresentado ao governador", disse um. Eles confirmaram que o novo comandante-geral da PM, coronel Nilton Régis Mascarenhas, já manifestou interesse, em reunião com oficiais, de "moralizar a situação". No entanto, o comandante não atendeu à reportagem, sob alegação de que "acabou de assumir e está percorrendo as unidades", disse o tenente-coronel André Souza Santos, diretor-adjunto do Departamento de Comunicação Social (DCS).De imediato, Souza Santos buscou isentar a nova gestão. "Isso é uma situação histórica, não foi criada agora". Disse não ter informações para comentar os dados apresentados por A TARDE. "Posso dizer que o comandante está em período de avaliação a todas essas situações, daí poderá constatar se há excessos ou não". O diretor-adjunto também não forneceu o efetivo da PM na Bahia, apesar do pedido com 24 horas de antecedência. Na diretoria de pessoal, a resposta foi negativa para o pedido da estatística de policiais cedidos. Não havia autorização do comando.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Mais um PM é morto em Salvador

Mais um policial foi morto em Salvador no fim de tarde desta quarta-feira, 1º. O soldado Adilson Lima dos Santos, 39, há 19 anos na Polícia Militar, estava próximo a sua residência, na rua Ponte de Santo Antônio, no bairro do Jardim Cruzeiro, quando dois homens numa motocicleta o balearam com sete tiros na cabeça e no tórax.
Adilson chegou a ser levado ao Hospital Agenor Paiva, no Bonfim, mas não resistiu aos ferimentos. A polícia fez buscas, mas não conseguiu capturar os autores do crime, que fugiram em direção à Avenida Suburbana.
De acordo com testemunhas, os homens que mataram o policial vestiam camisas de time. Um usava o uniforme do Bahia e o outro o de um clube rubro-negro - não se sabe se Vitória ou Flamengo.
A morte do soldado Adilson marca o 26º caso de assassinatos de PMs este ano na Bahia.
Fonte: Jornal A Tarde

Recuar, não!

Se não bastasse a caçada de bandidos aos policiais, com muitos profissionais de segurança sendo assassinados, agora os criminosos estão expulsando os policiais de suas casas, deixando suas esposas, filhos, mães e irmãos apavorados. Os policiais, que já ganham pouco, estão agora perdendo o patrimônio construído com muito suor, por conta desse abandono de seus lares.Chega! As polícias e os policiais, civis e militares, não podem recuar. Devem, sim, avançar. Devem, dentro da lei, prevenir e reprimir as ações desses criminosos, com rigor. O governo, a Justiça, o Ministério Público e a Imprensa devem ser parceiros dos policiais nesse momento delicado do nosso Estado, sempre dentro da ordem jurídica, mas sem pré-julgar os policiais. Se os policiais perderem essa luta, toda a sociedade ficará refém dos criminosos, inclusive o Poder Público. A Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa está ao lado da legalidade e do respeito aos Direitos Humanos de todos, inclusive, e principalmente, dos profissionais que arriscam suas vidas para preservar a vida dos cidadãos.

Capitão Tadeu FernandesDeputado Membro da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa.